Cuidados Continuados da Santa Casa com boa ocupação e resultados positivos.


A Santa Casa da Misericórdia de Portimão (SCMP) foi a pioneira, no Algarve, em 2004 (e uma das primeiras instituições no país), na criação de Unidades de Cuidados Continuados Integrados, com a entrada em funcionamento da sua unidade nesta cidade, que hoje se mantém e desenvolve uma ação positiva e reconhecida na área em que se insere. Naquele ano, o ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas, da qual aquela instituição faz parte, subscreveram um protocolo que estabelecia as condições de criação e posterior funcionamento daquele tipo de unidades de saúde.
Dois anos mais tarde, criada a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, mais uma vez a SCMP marcou a diferença, integrando o projeto e marcando pela inovação, uma vez que foi a primeira na região e uma das poucas no país.

A Unidade de Convalescença e Unidade de Média Duração e Reabilitação, duas Unidades de Cuidados Continuados Integrados que a Santa Casa da Misericórdia de Portimão pôs em funcionamento naquele já longínquo ano de 2004 e que atualmente gere no seu Parque de Saúde, nas instalações onde funcionou o antigo Hospital Distrital, registaram, respetivamente, no ano passado, uma ocupação de 97,65 e 96,99 por cento.
Estas taxas refletem, segundo salientou João Francisco Amado, responsável pela Área de Saúde daquela instituição de solidariedade social, “uma variação positiva em relação a anos anteriores e traduz, na nossa opinião, um reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos anos”.
A denominada Unidade de Convalescença, destinada a doentes que ainda carecem de cuidados que os ajudem à recuperação de problemas de saúde que antes os obrigaram, na maioria dos casos, a internamento hospitalar, tem uma capacidade para 19 doentes e prevê uma estadia clínica até 30 dias. Na Unidade de Média Duração, o número de camas sobe para 26 e destina-se aos doentes que necessitam de mais tempo de reabilitação, que vai até aos 90 dias. 
Ambas as unidades estão abrangidas por um protocolo entre a SCMP, Administração Regional de Saúde do Algarve e Segurança Social, suportando as duas últimas entidades custos decorrentes do seu funcionamento.
Segundo explicou aquele jovem responsável, “o trabalho que temos vindo a desenvolver procura a excelência, visando a recuperação dos doentes e numa perspetiva de otimização do tempo de internamento, visando um resultado positivo no tratamento de que carecem e que está no nosso âmbito de ação”.
Ainda de acordo com João Francisco Amado, “ no ano de 2015 foram dadas na Unidade de convalescença 217 altas, o que reflete uma resposta adequada e profissional ao que se espera numa unidade deste tipo”.
No que toca à Unidade de Média Duração e Reabilitação o número de altas médicas situou-se
em 129, um número que revela, à semelhança da Unidade de Convalescença, “obtenção dos objetivos terapêuticos previstos”.
Nas duas unidades, conforme adiantou João Francisco Amado, “trabalham 83 pessoas, 40 das quais diretamente”. Procurando dar uma resposta adequada às solicitações dos serviços e à, sua especificidade, prestam ali cuidados 5 médicos, sob a direção clínica de Conceição Braz, vinte e três enfermeiros, uma assistente social, cinco fisioterapeutas, um terapeuta ocupacional, um terapeuta da fala, uma técnica psicomotricista e uma dietista, além de vários auxiliares de ação médica e assistentes operacionais.