A partir de 2004, foi instituída e posta a funcionar no país a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que a Santa Casa da Misericórdia de Portimão integra desde o início, sendo aliás a pioneira no Algarve e uma das primeiras a nível nacional. Mas afinal o que são estas unidades? 
O cidadão menos avisado, poderá pensar e dizer, entre outras ideias, que são estabelecimentos onde são internados doentes em fase terminal da doença ou com situações clínicas graves e de prognóstico reservado. Porém, estas ideias não correspondem à verdade, porquanto as referidas unidades destinam-se a reabilitar, readaptar e reintegrar doentes com problemas de saúde dos mais variados foros, nomeadamente os neurológico, ortopédico, respiratório, infecioso, outros, pele e tecido subcutâneo e por fim os doentes com demência, que antes passaram e estiveram em tratamento em hospital de agudos ou outros estabelecimentos.
Tendo em atenção que esses doentes ocupavam as camas hospitalares durante muito tempo, ultrapassando, devido à morosidade no tratamento que as suas doenças exigia, os dias apontados como razoáveis na gestão daquelas referidas camas, foi decidido pelo governo de então, a criação de unidades específicas de saúde, em que continuavam com os cuidados aconselhados à sua situação.
Assim, os objetivos impostos a uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, nas suas vertentes Unidade de Convalescença, Unidade de Média Duração e Longa Duração, são, no âmbito da reabilitação, “melhorar a funcionalidade do doente e diminuir a sua dependência”, na readaptação “contribuir para a promoção do auto cuidado”, visando “a melhor qualidade de vida no quadro das limitações de correntes da doença e, por fim, a reintegração que permite a “inserção do doente no seu lar, residência de familiares e ou lar público ou privado”.
No caso concreto da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Portimão, a funcionar no edifício do Hospital de S. Camilo e onde antes esteve instalado o Hospital Distrital, “os objetivos terapêuticos têm sido atingidos”, conforme referiu João Francisco Amado, responsável da Área de Saúde daquela instituição, traduzindo-se essa realidade “em taxas de sucesso muito positivas, nos mais diversos critérios de análise”.